ALIVIAR O STRESS É IMPRESCINDÍVEL.

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Ray - Perto da Perfeição.



Não me considero nenhum expert em cinema, nem um "crítico de gaveta". Apenas tenho uma grande paixão por filmes, independentemente de estilos e géneros, e como vejo MUITOS filmes, vou começar por escrever sobre alguns deles, nem sempre só sobre os que eu tenha gostado, mas o que eu não gostar também vão merecer um post :)

No caso em concreto de "Ray", a história da vida do mestre Ray Charles, fou um dos poucos filmes este ano que me deixou boquiaberto.
Poucos músicos no mundo deixaram uma marca tão grande quanto Ray Charles, não só pela maestria da sua música, mas pela facilidade em que ele transitou por diferentes estilos, sempre com sucesso e sempre à sua maneira peculiar e original.
Obviamente contruir um filme que contasse a história da vida de tamanho "monstro" não é uma tarefa para qualquer um, e o realizador Taylor Hackford, embora tivesse garantido os direitos para o filme em 1987, nunca conseguiu encontrar um estúdio que financiasse o projecto.
Farto de esperar, decidiu ele mesmo financiar o projecto, e terminou-o em 2004, felizmente ainda antes da morte de Ray Charles, que, com certeza ficaria extremamente feliz ao saber da nomeação do mesmo para o Oscar de melhor filme este ano.
E com mérito total. Não conseguimos ficar indiferentes à enxurrada de emoções que foi a vida de Ray Charles, tão bem traduzidas para o cinema. Jammie Foxx que interpreta Ray, tem um desempenho memorável e em determinados momentos, é quase impossível lembrar-nos que não estamos a ver o verdadeiro Ray Charles na tela. Jamie Foxx canta as músicas e toca (ele realmente toca piano durante o filme todo, embora a voz seja a de gravações originais de Ray Charles) com uma entrega e respeito que transportam-nos durante mais de 170 Minutos para um universo paralelo de som e imagens que definitivamente vão ficar para a história.
Se tiverem a chance, não deixem de ver o filme. Se forem fãs da música, como eu, a experiência vai ser quase orgásmica, mas mesmo que não o sejam, é impossível ficar indiferente à esta obra prima.
Depois digam qualquer coisa.

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Eles não sabem nem sonham...

Quando começarem a ler a letra da musica tentem trauteá-la mentalmente enquanto lêem o resto do texto

(...)

Solidão procura solidão e, quanto mais uma pessoa se isola, à medida que o tempo vai passando, mais isolada quer estar.


"Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreta e definida
Como outra coisa qualquer"


Quando as pessoas se apercebem que a solidão é a sua companhia, o rosto entristece, a alma desvanece, um forte pesar parece invadir o pensamento.

"Como esta pedra cinzenta
Em que me sento e descanso
Como este ribeiro manso
Em serenos sobressaltos"

É assim que nasce a rebeldia agressiva, própria das pessoas inseguras, a qual, por vezes, desemboca em condutas transgressivas e violentas.

"Como estes pinheiros altos
Que em verde e oiro se agitam
Como estas árvores que gritam
Em bebedeiras de azul "

O stress agrava-se com as expectativas pouco realistas de alguns pais instalados na "cultura do êxito". Querem, a todo o custo, filhos vencedores; exigem-lhes que sejam os melhores da turma, que façam a carreira universitária que eles não puderam fazer ou que está na moda, sem colocarem a questão de se os filhos têm capacidade ou interesse para isso.

"Eles não sabem que sonho
É vinho, é espuma, é fermento
Bichinho alacre e sedento
De focinho pontiagudo
Que fusa através de tudo
No perpétuo movimento "

Podemos curar as doenças através da medicina mas a única cura para a solidão, desespero e falta de esperança, é o amor. Muita gente no mundo morre por não ter uma côdea de pão para comer, mas muitos mais morrem pela ausência total de amor.” (Madre Teresa de Calcutá – 1910-1997 – palavras do discurso de aceitação do Prémio Nobel da Paz em 1979)


Eles não sabem nem sonham

Que o sonho comanda a vida
E que sempre que o homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos duma criança

(...)







Amigos. Podemos viver sem eles?

Foi sempre um tópico que me fascinou. Não só pela complexidade, mas pela evidente falta de respostas objectivas a qualquer questão que se relacione com amizades, sejam elas verdadeiras ou superficiais. Somos seres susceptíveis às mais absurdas variações comportamentais e a família e os amigos, especialmente estes, são os primeiros a sofrer na pele o resultado destas tempestades.
É certo que todos temos os nossos defeitos e virtudes e é isto que nos torna especiais (ou não) aos olhos das outras pessoas, embora o "especial" para uns possa ser o "insuportável" para outros...
Penso que não podemos viver sem amigos. Precisamos deles e gostamos de sentir que somos especiais para outras pessoas, assim como elas o são para nós.. embora a reciprocidade nem sempre é a idealizada por nós, ou pelos nosso amigos.
Li um artigo sobre a amizade no "The Guardian" e pra quem entender inglês e tiver algum tempo disponível recomendo vivamente que cliquem no link.
O artigo, além de uma excelente dissertação sobre o conceito de amizade, ilustra-nos que, para cada pessoa, a amizade tem um diferente significado. Esperamos (e muitas vezes exigimos) sempre algo diferente das pessoas com quem nos relacionamos e esse conflito de exigências e expectativas é, ao meu ver, o que torna tão especial o tópico em questão.
E dentro deste espírito de individualismo de opinião, ao meu ver, a amizade verdadeira, e é desta que falo aqui, obviamente não possui uma definição simplista.
Um verdadeiro amigo resiste a qualquer prova de tempo. Um verdadeiro amigo tenta conhecer e aprende a aceitar os defeitos e falhas de quem realmente gosta e sente prazer em ajudar e dar apoio incondicional, mesmo quando não é preciso. Um amigo comemora e vibra com o sucesso do amigo da mesma maneira que ampara-lhe a queda.
Será que sou um verdadeiro amigo para as pessoas de quem realmente gosto? Provavelmente não, mas isso não me impede de continuar a lutar para preservá-los, pois, juntamente com a minha família, são o bem mais precioso que possuo. E o melhor de tudo é que eles sabem que o são, o que já é um excelente ponto de partida.

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Té Rojo

O chá é um vicio maior ainda que o tabaco. Já desde os tempos dos imperadores que este vicio é bastante consumido (consumado??) pelos habitantes do planeta Terra ( sim porque devido ao chá novas especies de animais foram aparecendo..temos o caso do Castelo Branco, viciado incontornável em StartPushAss Té )
Um nova espécie de chá entrou no meu vocabulario..o Té ROJO..

Principales virtudes del té rojo

1- Desintoxica y depura activando el metabolismo del hígado
2- Refuerza el sistema inmunitario, preserva de las infecciones y posee efectos bacteriostáticos
3- Cura el mal humor e incluso ligeras depresiones
4- Facilita la digestión de las comidas grasas y estimula la secreción de las glándulas digestivas
5- Disminuye el nivel de colesterol
6-Elimina el sobrepeso provocado por una mala alimentación

Ou seja este maravilhoso chá tem propriedades enormíssimas:

1- Substitui o guronsan depois daquela noitada alcoólica
2- A vacina contra a gripe deixa de ser utilizada, passa-se a tomar a mézinha do Té Rojo ao levantar, ao almoço e ao pequeno almoço
3- Faz-nos acreditar que os Batanetes tem piada
4 -Podemos comer feijoada e cozidos a portuguesa à vontade
5- Escusamos de comprar leite, margarina becel
6- Adeus abdominizer(quem fica triste é o Chuck Norris..),ampolas de vinagre,ginásios,desporto..

Aí esta o chá que nos devolve o prazer de viver, que nos faz ver o mundo de uma maneira diferente!!!!

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Benvindos ao FareloIndisposto

Do que se trata o FareloIndisposto? Boa pergunta.
Quanto à resposta ela vai se descortinar ao longo do tempo.
Por agora é apenas mais um blog no meio da enxurrada de blogs que povoam a nossa querida WWW.
Mais um local onde podemos derramar as nossas insatisfações e pregar idéias bizarras (ou não) escondidos atrás de uma alcunha com ou sem sentido.
Uma janela aberta onde o stress é despejado e transformado em palavras, de forma a que não tenhamos que cometer atrocidades reais em nome da nossa sanidade mental.
Em resumo: Benvindos ao nosso inferno.