Amigos. Podemos viver sem eles?
Foi sempre um tópico que me fascinou. Não só pela complexidade, mas pela evidente falta de respostas objectivas a qualquer questão que se relacione com amizades, sejam elas verdadeiras ou superficiais. Somos seres susceptíveis às mais absurdas variações comportamentais e a família e os amigos, especialmente estes, são os primeiros a sofrer na pele o resultado destas tempestades.
É certo que todos temos os nossos defeitos e virtudes e é isto que nos torna especiais (ou não) aos olhos das outras pessoas, embora o "especial" para uns possa ser o "insuportável" para outros...
Penso que não podemos viver sem amigos. Precisamos deles e gostamos de sentir que somos especiais para outras pessoas, assim como elas o são para nós.. embora a reciprocidade nem sempre é a idealizada por nós, ou pelos nosso amigos.
Li um artigo sobre a amizade no "The Guardian" e pra quem entender inglês e tiver algum tempo disponível recomendo vivamente que cliquem no link.
O artigo, além de uma excelente dissertação sobre o conceito de amizade, ilustra-nos que, para cada pessoa, a amizade tem um diferente significado. Esperamos (e muitas vezes exigimos) sempre algo diferente das pessoas com quem nos relacionamos e esse conflito de exigências e expectativas é, ao meu ver, o que torna tão especial o tópico em questão.
E dentro deste espírito de individualismo de opinião, ao meu ver, a amizade verdadeira, e é desta que falo aqui, obviamente não possui uma definição simplista.
Um verdadeiro amigo resiste a qualquer prova de tempo. Um verdadeiro amigo tenta conhecer e aprende a aceitar os defeitos e falhas de quem realmente gosta e sente prazer em ajudar e dar apoio incondicional, mesmo quando não é preciso. Um amigo comemora e vibra com o sucesso do amigo da mesma maneira que ampara-lhe a queda.
Será que sou um verdadeiro amigo para as pessoas de quem realmente gosto? Provavelmente não, mas isso não me impede de continuar a lutar para preservá-los, pois, juntamente com a minha família, são o bem mais precioso que possuo. E o melhor de tudo é que eles sabem que o são, o que já é um excelente ponto de partida.

1 Comentários:
AMEN BROTHER, AMEN!!!
24 de janeiro de 2005 às 13:42
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