Gomes E Marlene (7 episodio)
Taaaa..tratatatatatatatatata..tatatatatataaaaaaaaaaaaa....
(continuação)
Gomes - Que foi isto?
Sónia - Mais uma ameaça de morte
Gomes - Mas,mas
Sónia - Calma. Fica aqui..
Sónia arrasta-se de debaixo da mesa,dirige-se para perto da porta da cozinha agarra em qualquer coisa e volta para o pé de Gomes
Sónia - Vês. Já é o quinto este mês.
Gomes pega no tijolo que tem escrito a letras negras - "Dá-me o que é meu"
Gomes - Mas este tipo não brinca. A policia não chega a apanhar quem atira isto?
Sónia - Apanham sim. Mas é sempre um adolescente saído das ruas que é pago por ele. Eles nem sabem quem ele é.Paga-lhes bem e eles fazem isto. É uma maneira de ganharem dinheiro.
Gomes - Mas isto é doentio
Sónia - A minha vida tem sido sempre assim de à uns tempos para cá. Deixa-me fazer um telefonema
Gomes fica no chão a olhar para o tijolo.Não sabe se está assustado ou não.Não sabe o que pensar. Decide arrastar-te até sair da cozinha e dirige-se para a sala.
(Sónia ao telefone)- Sim..Mais um tijolo com a mesma frase...quase, falharam por pouco. Quando vem cá substituir?Amanhã de manhã?Esta bem,esta bem.Adeus
Sónia olha para trás e vê Gomes a arrastar-se. - Já te podes levantar!
Gomes - Não sei se será seguro
Sónia - Acredita em mim. Já apanharam o miúdo. É sempre assim , mas há-de haver um dia em que ele vai aparecer. Ele só está a estudar a policia nada mais. Se me quisesse fazer mal já o teria feito.
Gomes - Não sei como consegues estar assim tão calma
Sónia - Eu não estou calma..consigo é demonstrar que estou calma
Gomes - Ainda tens fome?
Sónia - Acho que a perdi.
Gomes - Eu também. - e senta-se no sofá.
Sónia - Desculpa Gomes, não te queria envolver nesta confusão toda. - E senta-se perto dele no sofá
Gomes - Agora já é tarde. Conta-me a história do escritório
Sónia - Qual história?
Gomes - Disseste que a polícia sabe tudo de toda a gente do escritório
Sónia - Sim.. eu tive de lhes contar tudo sobre a minha vida para eles poderem fazer o trabalho deles.
Gomes - E então investigaram o escritório?
Sónia - Pior. Eles desconfiam que existem pessoas no escritório da parte Dele que me estão a espiar
Gomes - O quê?
Sónia - Pois..por isso mesmo que não quisesses já estavas envolvido
Gomes- Mas isso quer dizer
Sónia - Que não podes confiar em ninguém
Gomes - E como soubeste que podias confiar em mim?
Sónia - Gomes, eu já te conheço há muito tempo. Sei como tu és
Gomes - Sinto-me lisonjeado
Sónia - Só que às vezes - ...começa a chorar - desculpa,desculpa
Gomes instintivamente abraça Sónia
Gomes - Calma,calma..o pior já passou
Sónia - Desculpa Gomes...desculpa
Gomes - Shhh...não penses mais nisso..deita-te aqui
Sónia deita a sua cabeça no colo de Gomes e fica a chorar em silêncio. Gomes acaricia-lhe o cabelo e tenta acalma-la não dizendo uma palavra.
Sónia adormece no colo de Gomes, este pega em algumas almofadas e coloca por debaixo da cabeça de Sònia. Sai do sofá e vai à procura de uma bebida no bar. Whisky!Xelente.Pega num copo e deita um bocado para o copo.Passa pela janela com alguma relutância ainda a pensar no episódio da cozinha, olha para a rua e afasta-se rápidamente. Senta-se na poltrona que fica de frente para o sofá, e fica a observar Sónia a dormir. Fica a pensar no dia que passou. Tudo começa a ganhar algum sentido. A entrada de novos directores assim de rompante, só podem ser da policia. A directora Virginia tem todo o aspecto de ser da autoridade. O Bernard chegar a chefe?Não esse não pode ser da policia.Um gay?Não, esse deve ter mesmo sido promovido. Aquela história que ouvi. Que será que se está a passar naquele escritório?E a história dos relatórios?Será verdade?E porquê eu?
Gomes tinha tido um caso com Sónia há uns tempos atrás mas nada sério. Tinham-se divertido mas nada mais, nada de sério. Será por isso que a directora me escolheu a mim?Quererá ela controlar-me mais de perto?
Sónia acorda - Que estás a fazer?´
Gomes - Tou a beber um copo.
Sónia senta-se no sofá e espreguiça-se...hum..soube tão bem dormir um bocadinho.Já não dormia assim à uns tempos
Gomes - Porque não te vais deitar?Eu fico aqui
Sónia - Não, não posso fazer isso. És meu convidado. Ficas com a cama que eu fico aqui no sofá
Gomes - És doida, não posso aceitar isso.
Sónia - Não só podes como vais aceitar. Não tem discussão. Agora serve-me uma bebida e cala-te
Gomes - Whisky?
Sónia - Pode ser
Gomes senta-se ao lado de Sónia e entrega-lhe o copo
Gomes - Como te sentes?
Sónia - Cansada disto tudo. Só queria que isto tudo acabasse. Estou farta, esgotada, nem eu sei bem como me tenho aguentado
Gomes - Deve ser bem dificil
Sónia - É...é bem dificil - bebe o whisky de um trago e começa novamente a chorar
Gomes - Tens de deixar sair isso tudo
Sónia pousa a cabeça no ombro de Gomes - Eu sei -
Gomes pousa o copo e abraça Sónia novamente.
Sónia começa a beijar o pescoço de Gomes
Gomes - Que estás a fazer?
Sónia - Nada...
Gomes - Sónia, não sei se é boa ideia
Sónia - Shhhhh - E continua a beijar Gomes - eu não estou a fazer nada
Gomes - Estás sim...estás sim.
Sónia - Tens razão. Mas tu estás a gostar.
Gomes - Pois estou. - Gomes pega na cabeça de Sónia com as duas mãos e olha para os olhos dela - Tens a certeza?
Sónia tenta aproximar seus lábios dos de Gomes
Gomes - Tens a certeza?
Sónia - Beija-me e cala-te.
Gomes beija Sónia devagar, sem pressa, saboreando cada pedaço de seus lábios até que por fim suas linguas se toquem devagar, bailando juntas sobre a mesma compasso, entrelaçando-se uma na outra deixando o desejo crescer dentro de si. As mãos percorrem os corpos quentes devagar, os botões começam-se a desapertar lentamente. Gomes pega em Sónia ao colo e dirige-se para o quarto onde ficam até ao dia a seguir.
(continua)

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